quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Matéria sobre o APP Giulia - Mãos que falam

Giulia - Mãos que falam
Aplicativo de acessibilidade para deficientes auditivos auxiliam na inclusão escolar

Por: Elaine Barbosa Magalhães     RU: 532009
Polo – Camaçari-BA
Data: 15/08/2017
 Fonte: kaleydos.com


Em uma época que cresce diariamente o número de aplicativos que ampliam e diversificam as funções dos aparelhos celulares, surgem aqueles voltados a promoção da acessibilidade de portadores de deficiência auditiva, cuja finalidade é promover oportunidades de forma igualitária a todos. Esses APP´s, em sua maioria, estão disponíveis de forma gratuita nas plataformas digitais, destacando-se o Giulia-Mãos que falam, que traduz LIBRAS para áudio e permite a comunicação entre surdos e ouvintes.
Pensando em diminuir as dificuldades de comunicação entre surdos e ouvintes, o professor Manuel Cardoso, CEO da MAP Technology, idealizou o Projeto Giulia – Mãos que falam. “O projeto consiste em um aplicativo baseado em inteligência artificial, onde o usuário instala o APP em seu smartphone e prende o aparelho em seu pulso, capitando os sinais da pessoa e traduz imediatamente em texto e áudio para a língua portuguesa, fazendo o inverso, no qual o ouvinte fala no microfone e é traduzido em texto ou desenho animado em LIBRAS, caso o deficiente auditivo não saiba ler” detalhou Manuel para o blog da engenharia.
Com base em dados do IBGE, 5,8% dos brasileiros tem algum grau de deficiência auditiva, aproximadamente nove milhões de pessoas. Com o aplicativo Giulia será possível melhorar a comunicação desses cidadãos. Dentre esses quantitativo, encontram-se crianças e jovens em tempo escolar.
A inclusão escolar do deficiente auditivo parte da premissa que a escola é um espaço comum (de direito) de todos. Neste espaço, as pessoas devem se desenvolver e aprender juntas, tendo cada uma de suas necessidades atendidas, objetivando sua participação social efetiva, dentro de um sistema plural e democrático.
A legislação vigente assegura que sejam considerados as situações singulares, os perfis dos discentes, as faixas etárias, garantindo o atendimento de sujeitos com necessidades educacionais especiais, a fim de que tenham a oportunidade de ter maior autonomia e segurança ao realizar ações em seu cotidiano, afirmando seu papel ativo na sociedade. Na perspectiva da inclusão, esses aspectos se configuram em termos de acesso gratuito ao ensino fundamental e ao ensino médio.
A legislação educacional, por meio da Lei 10.098 de 2000, prevê que o Poder Público deve tomar providência no sentido de eliminar os entraves da comunicação, para garantir aos surdos o acesso à informação, à educação, incluindo a formação de interpretes de língua de sinais.
Tendo em vista que a escola deve adequar-se ao aluno, a instituição pública municipal Escola Boa Esperança, voltada para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tem feito uso do APP Giulia, com a aluna P.M.S (10 anos) da turma regular do 5º ano. De posse dessa tecnologia, a professora de Língua Portuguesa Andrea Tavares, incentiva a integração da aluna com toda a classe, nas leituras de textos, produções orais e escritas, favorecendo a construção dos saberes propostos, bem como seu desenvolvimento social, afetivo e intelectual, pois a mesma tem a possibilidade de interagir com todos de forma dinâmica e assertiva.
 Segundo informações da professora, o rendimento, a motivação e interação da aluna progrediu muito, o que contribuiu para que a mesma se sinta integrada na sociedade. A diretora Ana Amorim afirma, ainda, que é importante o esforço de todos para que a tecnologia chegue aos estudantes que precisam e seu uso amplie as possibilidades de aprendizado. “Não adianta ter um recurso de alta tecnologia se não soubermos usá-lo adequadamente”, explica; eliminando barreiras e permitindo aos deficientes auditivos o acesso aos bens e serviços disponíveis a toda população.





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