Giulia - Mãos que falam
Aplicativo de
acessibilidade para deficientes auditivos auxiliam na inclusão escolar
Por: Elaine Barbosa Magalhães RU: 532009
Polo – Camaçari-BA
Data: 15/08/2017
Fonte:
kaleydos.com
Em uma época que cresce
diariamente o número de aplicativos que ampliam e diversificam as funções dos
aparelhos celulares, surgem aqueles voltados a promoção da acessibilidade de
portadores de deficiência auditiva, cuja finalidade é promover oportunidades de
forma igualitária a todos. Esses APP´s, em sua maioria, estão disponíveis de
forma gratuita nas plataformas digitais, destacando-se o Giulia-Mãos que falam,
que traduz LIBRAS para áudio e permite a comunicação entre surdos e ouvintes.
Pensando em diminuir as
dificuldades de comunicação entre surdos e ouvintes, o professor Manuel
Cardoso, CEO da MAP Technology, idealizou o Projeto Giulia – Mãos que falam. “O projeto consiste em um aplicativo baseado
em inteligência artificial, onde o usuário instala o APP em seu smartphone e
prende o aparelho em seu pulso, capitando os sinais da pessoa e traduz
imediatamente em texto e áudio para a língua portuguesa, fazendo o inverso, no
qual o ouvinte fala no microfone e é traduzido em texto ou desenho animado em
LIBRAS, caso o deficiente auditivo não saiba ler” detalhou Manuel para o
blog da engenharia.
Com base em dados do IBGE,
5,8% dos brasileiros tem algum grau de deficiência auditiva, aproximadamente
nove milhões de pessoas. Com o aplicativo Giulia será possível melhorar a
comunicação desses cidadãos. Dentre esses quantitativo, encontram-se crianças e
jovens em tempo escolar.
A inclusão escolar do
deficiente auditivo parte da premissa que a escola é um espaço comum (de
direito) de todos. Neste espaço, as pessoas devem se desenvolver e aprender
juntas, tendo cada uma de suas necessidades atendidas, objetivando sua
participação social efetiva, dentro de um sistema plural e democrático.
A legislação vigente
assegura que sejam considerados as situações singulares, os perfis dos
discentes, as faixas etárias, garantindo o atendimento de sujeitos com
necessidades educacionais especiais, a fim de que tenham a oportunidade de ter
maior autonomia e segurança ao realizar ações em seu cotidiano, afirmando seu
papel ativo na sociedade. Na perspectiva da inclusão, esses aspectos se
configuram em termos de acesso gratuito ao ensino fundamental e ao ensino
médio.
A legislação educacional,
por meio da Lei 10.098 de 2000, prevê que o Poder Público deve tomar
providência no sentido de eliminar os entraves da comunicação, para garantir
aos surdos o acesso à informação, à educação, incluindo a formação de
interpretes de língua de sinais.
Tendo em vista que a escola
deve adequar-se ao aluno, a instituição pública municipal Escola Boa Esperança,
voltada para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tem feito uso do APP
Giulia, com a aluna P.M.S (10 anos) da turma regular do 5º ano. De posse dessa
tecnologia, a professora de Língua Portuguesa Andrea Tavares, incentiva a
integração da aluna com toda a classe, nas leituras de textos, produções orais
e escritas, favorecendo a construção dos saberes propostos, bem como seu
desenvolvimento social, afetivo e intelectual, pois a mesma tem a possibilidade
de interagir com todos de forma dinâmica e assertiva.
Segundo informações da professora, o
rendimento, a motivação e interação da aluna progrediu muito, o que contribuiu
para que a mesma se sinta integrada na sociedade. A diretora Ana Amorim afirma,
ainda, que é importante o esforço de todos para que a tecnologia chegue aos
estudantes que precisam e seu uso amplie as possibilidades de aprendizado. “Não
adianta ter um recurso de alta tecnologia se não soubermos usá-lo
adequadamente”, explica; eliminando barreiras e permitindo aos deficientes
auditivos o acesso aos bens e serviços disponíveis a toda população.

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